terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um estágio...Várias vidas!

Olhares apreensivos, foi o que encontramos ao chegar à escola GTL e Lar da infância em Batatais, para dar início ao estágio do projeto museológico elaborado, por mim e Elisa Cabete.

Foram dias de preparo, pensamos e buscamos maneiras  divertidas de levar a história do Museu e sua importância para as crianças de Batatais.

Na véspera da apresentação, eis que vem a surpresa..nosso mapa tinha nos abandonado, literalmente. Passamos a madrugada inteira tentando desenhar a mão livre, um mapa Mundi que seria exposto. Para tentar substituir o que tínhamos em mente, trabalhamos horas pintando com lápis de cor e tinta guache. Confesso que pensamos que não iria dar certo, que as crianças achariam meio engraçado um mapa desenhado a mão..com medidas nada próximas do real.

Mesmo assim fomos dar início ao nosso estágio, ao chegar na sala de aula, tudo passou, tentamos brincar, explicando a história do Museu de um modo dinâmico. A primeira sala em que fomos nos mostrou que tudo ia dar certo exatamente pela simplicidade de nossos materiais..Uma sala de crianças especiais...e quando digo especiais, não digo apenas no sentido restrito empregado por parte da sociedade para nomear crianças diferentes, porém únicas, digo especial, pois realmente nos fizeram ver, que tudo feito com amor e dedicação, é ESPECIAL!!!

Só tenho a agradecer a estas crianças, e as oportunidades oferecidas pela escola GTL e Lar da Infância de Batatais..Fizemos um estágio...mas vimos várias vidas, cercada de algo muito mais do que ESPECIAL, o AMOR, a DEDICAÇÃO, a EDUCAÇÃO!

Lenise Rissato

Relato da experiência vivenciada pelo Eric

Lembro-me quando estava fazendo estágio em História sobre uma atividade feita na época. O estágio era em uma escola pública. A professora decidiu realizar algo totalmente diferente. Na verdade era um teatro, cujo objetivo era provocar reações nos alunos para que os mesmos sentissem a sensação de "estar na pele do outro". Um aluno fazia o papel de transeunte , e era 'assaltado'' por outros. Depois do assalto, esse aluno permanecia na sala, enquanto os ladrões haviam já ''desaparecido''. Em seguida, entrava um outro aluno para conversar com este primeiro. O aluno que se aproximava, perguntava ao primeiro como iam seus "negócios, fazendas, etc.". O primeiro aluno, fazendo o papel de ser muito rico antes do assalto, dizia então que havia perdido tudo. Naquele momento, o aluno que havia se aproximado dele "tão amigavelmente", lhe deu as costas, mostrando que a amizade entre os dois só duraria enquanto o outro tivesse dinheiro. Depois, a mesma cena se repetia, mas os papeis se invertiam. Tal atividade foi feita para mostrar como uma pessoa sente em sua pele o afastamento daqueles que são falsos amigos. A sensação ajudou a mostrar aos alunos como é desprezar, e como é ser desprezado unicamente por falta de dinheiro.A atividade me chamou fortemente a atenção na época, por ser algo incomum, e que permitisse dar aos alunos lições de vida.
17 de junho de 2011
Eric de Araujo Cevallos

Experiência da Mônica II

"Será realizada na escola uma campanha para conscientizar a respeito da importância da reciclagem de materiais: será feito uma atividade, onde todos os alunos e todas as disciplinas trabalharão juntas. Será feito um desfile de modas onde as roupas serão confeccionadas com material reciclado. Essa tarefa será feita na escola durante uma semana. Vamos esperar o resultado. O interessante é que os alunos demonstraram muito interesse e união, e outro dado importante é que será feita uma pesquisa e alguns alunos confeccionarão cartazes sobre a sustentabilidade e reciclagem para serem expostos por toda a escola. Durante os fins de semana, é possível ver vários cartazes feitos pelos alunos".
03/08/11

Mônica Coutinho

Experiência da aluna Mônica.

"Fiz estágio na escola onde participo como educadora universitária do Programa Escola da Família (Dom Alberto José Gonçalves), então ao chegar, vários alunos me reconheceram e vieram falar comigo. Perguntaram-me se daria aula para eles, alguns brincaram me dizendo que já me 'aguentavam' aos finais de semana agora também na escola. Acompanhei duas professoras, em dois 2º anos e um 3º ano. As aulas são muito simples, a professora demora a conseguir a atenção dos alunos, então ela perde muito tempo de aula. A aula em si é através do caderno do professor, os alunos não se envolvem. A outra professora realizou uma atividade prática com seus alunos, mas mesmo assim uma atividade que visa apenas a memorização. Vamos ver como serão as aulas dos outros professores!!"
Mônica Coutinho