Trabalho como estagiaria no museu do MARP, passando a maior parte do tempo na Casa da Cultura onde há duas galerias que são responsabilidades do MARP.
Todos os dias há monitoria com escolas que vão agendadas para ver a exposição que fica sob a responsabilidade de um monitor apenas.
Muitas pessoas falam que estágio não serve para nada, pensam que dar aula é restrito apenas a sala de aula, mas o trabalho de monitor é tão intenso quanto o de qualquer professor. Diariamente damos aula de História da Arte, e precisamos fazer elos com outras matérias. Por exemplo, atualmente na casa da cultura difundimos a arte africana e, temos que falar sobre história da arte, isso tudo em um ambiente onde a criança esta mais propensa a se distrair.
Temos que receber as crianças (e para a casa da cultura é sempre Ensino Fundamental.), passar as regras, fazê-las se identificarem e confiarem na gente, passar todo o conteúdo e no fim nos despedirmos. Existem sempre obstáculos a contornar como, por exemplo, professores que fazem participações negativas fazendo comentários que deixam os alunos desconfortáveis para participar, os próprios alunos que não tem interesse ou não prestam atenção, alunos de necessidades especiais, o numero exagerado de alunos (às vezes juntam duas salas para a visita), barulhos que vem de fora, etc.
Como o MARP tem parceria com o governo recebemos varias escolas de Ribeirão (ex: Mousinho), mas também recebemos escolas de varias outras cidades, como Batatais, Serrana, São Carlos, São Simão, Franca, etc. E fazer os alunos prestarem atenção após a viagem é mais um obstáculo.
No fim é sempre compensador, quando os alunos mostram interesse e participam de forma positiva, pedem aos professores que os levem novamente até a exposição, nos abraçam e dão tchau da forma mais carinhosa possível. Cada escola que sai de lá são vários amigos a mais que ganhamos.
Apesar da correria e de todos os obstáculos torna-se extremamente prazeroso estar com eles. Acho que quem não se sente assim no final do dia, não se sente bem em estar com aquelas crianças, não deveria nem tentar ser professor, porque é com amor a profissão que passamos pelos obstáculos impostos. Dentro ou fora de uma escola.
Elisa Elias Cabete

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